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Expedição Pioneira de 1994

Paula Saldanha e Roberto Werneck na nascente do Amazonas, Nevado Mismi.

Por que, em pleno século XXI, expedicionários e instituições de pesquisa ainda investigam as origens do Amazonas? A resposta é simples: esse rio colossal tem uma dinâmica e uma complexidade impressionantes!

O Amazonas desce mais de 5.000 metros das montanhas do Andes, atravessa o continente sul-americano, inunda a planície amazônica e deságua no Atlântico, literalmente empurrando o oceano até mais de 300 quilômetros da costa.

Impulsionados pela grandeza deste fenômeno, os expedicionários e documentaristas brasileiros Paula Saldanha e Roberto Werneck organizaram a Expedição Pioneira à Nascente do rio Amazonas e chegaram, em 1994, ao local da verdadeira nascente do Amazonas, nos Andes do Sul do Peru.

Paula e Roberto documentam a vastidão do Brasil desde 1977, e seus registros país adentro já incluíam inúmeras incursões pela Amazônia. Os dois brasileiros, apaixonados pelo espetacular rio Amazonas e pelo patrimônio natural do Brasil, trouxeram as coordenadas das origens do rio Amazonas para os cientistas do INPE.

Documentário “Nascente do Amazonas” foi lançado em 1995

Com a Expedição Pioneira à Nascente do rio Amazonas, a  dupla formou a primeira equipe de TV brasileira a registrar e divulgar o local considerado o mais remoto das origens do rio: a Quebrada Carhuasanta, no Nevado Mismi, nas cabeceiras do rio Apurimac-Ucayali, a 5.597 metros de altitude.

Em 1995, lançaram, pela produtora RW Cine, o documentário “Nascente do Amazonas“, que inaugurou a série de TV Expedições.

O documentário foi atualizado e reexibido na série, em 2009, com “Origens do Amazonas“, remasterizado pelaprodutora RW Cine. “Origens” ofereceu uma ampla visão de pesquisas e expedições históricas posteriores, além de incluir momentos da expedição do documentarista Pedro Werneck, que percorreu a extensão do rio da nascente à foz.

Com a nova medição da nascente no Nevado Mismi, o Amazonas cresce 90 km para o sul e seu comprimento supera o do rio Nilo. Desde que realizaram a Expedição Pioneira à Nascente do rio Amazonas de 1994, Paula e Roberto afirmam que o Amazonas é ainda maior, já que faltam ser incluídos na medição total do rio cerca de 300 km até o final de seu delta no Atlântico.